Como o ciclo menstrual influencia a performance no esporte?
Durante todo o ciclo menstrual, as mulheres passam por várias fases e, em cada uma delas, o corpo responde de maneira diferente. Sabe quando o treino parece não render durante a TPM? Não é só impressão. O corpo está realmente em uma fase em que os esforços devem ser menores.
A boa notícia para as mulheres é que é possível tirar vantagens dessa alteração hormonal. O segredo é adequar o treinamento aos diferentes momentos do mês.
A influência do ciclo menstrual na performance esportiva ganhou mais atenção depois que a seleção norte-americana venceu a Copa do Mundo de 2019. As atletas tinham os ciclos menstruais e seus sintomas monitorados e, com as informações, tiveram as cargas de treino, a alimentação e a rotina de sono adaptadas para melhorar a performance.
Do primeiro dia da menstruação até o início da ovulação acontece a fase folicular, quando há aumento gradual do estradiol, um hormônio altamente estrogênico. À medida que aumenta a concentração do principal hormônio feminino, há crescimento da força muscular, da resistência e do bem-estar, ou seja, após o fim da menstruação, são os melhores dias para treinar muito forte.
A fase seguinte é a ovulatória, quando a produção de estrogênio começa a cair e, gradativamente, a de progesterona aumenta. O pique já não é o mesmo, mas ainda é possível manter o treino forte.
Na fase lútea, após o fim da ovulação, há oscilações hormonais de progesterona e estradiol. Essa combinação é a responsável pelos sintomas da TPM: irritabilidade, dor no corpo e fadiga, ou seja, nenhuma vontade de treinar. Mas nem pense em pular os treinos durante o período. Em vez disso, apenas reduza os esforços. Fazer um treino mais leve vai ajudar a aumentar os níveis de endorfina, melhorando o humor, e trazendo sensação de bem-estar quando ela é mais necessária.
A melhor tática para tirar proveito dessas diferentes fases do corpo é conhecê-lo. Uma boa dica é usar aplicativos que ajudem a monitorar o ciclo, incluindo informações sobre sintomas.
